Saturday, November 07, 2009

Ainda a religião

Tal como dizia na resposta ao comentário do grande Luís Pinto, há dezenas de livros bem mais agressivos em relação a Deus do que o de Saramago. Apresento aqui um excerto de Comboio Nocturno para Lisboa que me ocorreu por ser um dos livros que estou a ler actualmente:

"«Deus castiga o Egipto com as pragas, só porque o faraó se mostra inflexível», disse então, «mas foi o próprio Deus que o fez assim! E fê-lo assim para depois poder demonstrar o seu poder! Que Deus vaidoso e presumido! Que gabarola insuportável!»"

ou ainda

"«Acho uma religião em cujo centro se encontra uma cena de execução repugnante (...) Imagina que teria sido uma forca, uma guilhotina ou um garrote. Imagina como é que teria então sido o nosso simbolismo religioso.»"

Mas a questão fundamental é que não acredito que Saramago tivesse como intenção causar choque ou perplexidade, muito menos indignação, estava apenas a escrever um livro. O que devemos analisar, mais do que as palavras escritas no livro e as reproduzidas pela comunicação social, é a reacção da sociedade. Parece que hoje temos que ser partidários ou da Igreja, da moral e bons costumes ou de Saramago e das suas ideias blasfemas. Vivemos num mundo a preto e branco em que o extremismo não nos permite parar para reflectir.

Em última análise é apenas um livro, uma obra de ficção que não tem que ofender ninguém e muito menos as suas crenças religiosas. Que os seus editores estão satisfeitos com a polémica, não duvido. Também espero que o tempo em que os livros eram proibidos e queimados não volte.

Thursday, November 05, 2009

Religulous

Numa altura em que se fala tanto de religião por causa das provocações do nóbel José Saramago (espantoso como consegue ainda ser refrescante e suscitar debate), deixo aqui uma sugestão mais ligeira enquanto não leio Caim. Trata-se de Religulous, um documentário (género de que começo a gostar cada vez mais) com o comediante Bill Maher que tenta demonstrar que as doutrinas das principais religiões do mundo são tão credíveis como contos de fada. Tipo Jonas e a Baleia... Jonas viveu três dias dentro de uma baleia... ok. O mais ridículo de tudo é que as pessoas com quem fala encaram os seus livros sagrados literalmente, não como uma alegoria. Pega nas estapafúrdias revelações da Cientologia e ao compará-las com a Bíblia, até se tornam algo credíveis. Aqui fica o trailer. Lets look at the traila.

Monday, November 02, 2009

Projecto sem nome inspirado em Homeless Giant Parte I

I
Lembro-me como foi. Era verão, as pessoas pareciam absurdamente felizes por abandonarem, por uma ou duas semanas, as suas vidas. Como manadas, com a mesma vibração com que todos os dias atravessavam pontes para ir trabalhar e enfrentavam a longa espera, migravam de norte para sul e de este para oeste. Os automóveis, rugindo em competição, enchiam as estradas. Nas cidades de paragem, os negócios prosperavam, vendiam-se cafés ali, cozido à portuguesa em outro local, pinhoadas e camarão do rio na Ponte, recordações feitas de barro. Os comerciantes, antigos homens do campo, viam-nos chegar e partir enquanto contavam os euros que lhes iam enchendo a registadora. Quem ficava no norte e no interior, queimava o tempo a ver ciclistas, futebolistas e festas em directo pela televisão. Tentavam esquecer a pouca sorte de não se poderem juntar aos seus vizinhos naquele êxodo.
As televisões e os jornais enchiam-se de notícias que não eram notícias, de reportagens que nada reportavam, de entrevistas a pessoas conhecidas que tinham as suas verdades a anunciar ao mundo como o seu restaurante preferido, ou quem pensavam que ia vencer o campeonato de futebol, ou se preferiam bolos com ou sem creme. As notícias rareavam, os jornalistas com discernimento estavam de férias. Eram só cães a morder homens.
Até que, de repente, surgiu a notícia. De início, um repórter bronzeado tentando fazer humor com a situação, a tentar transformar a notícia numa não-notícia ou num sketch humorístico. Ao seu lado, todos procurávamos a cara envergonha sob o peso daquela chacota. Mas não víamos mais que a cintura de alguém andrajosamente vestido.
Quando a câmara num ângulo impossível lhe captou a face apontando para o céu, fiquei incrédulo. Aquela cara, eu que a tinha tentado esquecer com tanta força, perseguia-me na minha própria televisão.

Monday, October 26, 2009

Amália

Tentei ficar indiferente a toda a conversa sobre os 10 anos da morte de Amália Rodrigues. Consegui fazê-lo com sucesso mesmo (ou talvez até por isso)com o lançamento de discos de homenagem e de (tele)filmes e livros que contam a vida da diva. Até que, esta sexta feira à noite conduzia e ouvi na Antena 1 um programa extraordinário. Muito simples: apenas frases soltas de Amália falando sobre ela e sobre os seus gostos, de uma forma tão singela que chegava a parecer a minha vizinha do lado, entrecortadas por fados interpretados pela própria. Foi aí que, pela primeira vez, com "ouvidos de ouvir", escutei esta música com um poema de Amália e me encantei. A voz, já sem a pujança da juventude mas num tom moldado pela experiência e pelo sofrimento. Tenho para mim que a perfeição é irmã da simplicidade. Esta música só o confirma.

Lágrima, Amália

Monday, September 28, 2009

Reflictam... sejam um pouco preguiçosos

A Preguiça

Um idiota preguiçoso continua sempre a ser um idiota! E um preguiçoso inteligente é alguém que reflectiu acerca do mundo em que vive. Não se trata, pois, de preguiça. É tempo de reflexão. E quanto mais preguiçoso fores, mais tempo tens para reflectir. E é por isso que, no oriente, isso se designa por filosofia oriental...A maior parte das pessoas tem tempo. Quanto mais se desce para sul, mais encontramos profetas, magos, pessoas que reflectiram sobre o mundo.
Albert Cossery

Serviço Público

É uma hora da manhã de domingo e a RTP vai agora começar a transmitir Volver de Pedro Almodovar. Há umas semanas por volta das onze começava um filme com o Steven Seagal que acabou por volta da uma. Só a seguir foi transmitido Irreversible de Gaspar Noé. É bom cinema europeu, pena é que a RTP tenha como prioridade mostrar-nos uma porcaria qualquer de porrada e, só depois cinema de qualidade. Eu, como cidadão pagador de impostos (e de que maneira...) tenho que me queixar. Vou agora enviar uma queixa ao provedor, como amanhã é dia de acordar cedo, não posso ver o filme e só depois enviar a queixa.
Vidas...

Wednesday, September 02, 2009

No leitor de cds do carro

A minha companhia no novo trajecto Aljustrel - Castro Verde - Mértola:



David Bowie - Life on Mars
entre muitas outras grande músicas do Camaleão como Sufragette City, Ziggy Stardust, Space Oddity, Heroes, The Man Who Sold The World, Diamond Dogs...


PS: tentem ouvir a versão do Seu Jorge desta música.

Monday, August 31, 2009

Mais filmes de fim de semana

Outro filme que vi, e ainda bem que já despachei isto de uma vez por todas, foi Seven Pounds. Este é um daqueles tear jerkers pretenciosos que tenta comover com uma história trágica contada recorrendo a uma montagem sem ponta de originalidade e com um twist final mais previsível que a vitória do Porto no campeonato. Tem alguma virtude? Tem, um desempenho um pouco acima do razoável de Will Smith.
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Filmes do fim de semana

Comprei uns filmezinhos este fim de semana (apesar da crise, ou melhor talvez por causa da crise, podemos encontrar uns dvd bem baratos). Um dos filmes que me chamou a atenção de imediato foi uma edição de coleccionador toda à maneira de Monty Python's The Meaning of Life. É a longa metragem mais delirante e absurdamente hilariante da história do cinema e era um filme há muito tempo em falta na minha dvdteca.
Deixo aqui um excerto memorável com uma critica à Igreja Católica que seria hoje controversa, nem consigo imaginar como seria em 1983.

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Tuesday, July 07, 2009

A Cinemateca deu cabo de mim

Um blog interessante sobre cinema cujo autor tem gostos cinematográficos com os quais me identifico. Fala de maneira despretenciosa sobre a 7ª arte não se focando apenas nos lançamentos mais comerciais. O melhor é verem a divertida amostra a propósito do filme A Ressaca.


A igualdade entre os sexos tem de funcionar nos dois sentidos, pois então. Não podem ser apenas as mulheres a terem fenómenos cinematográficos que lhes são exclusivamente destinados. Está bem. É verdade que há os westerns e os filmes de ficção científica, os filmes de terror alimentados a machadada e sangue e tudo o que Kevin Smith fez ao longo da sua carreira. Mas não me lixem o argumento, sim? Até porque está calor e não me apetece pensar noutro. Com tanto sexo na cidade, diabos a vestirem Prada e shopahólicas a confessar-se, nós, pobres homens discriminados, precisamos também de filmes que reflictam de forma estereotipada as coisas que nos definem. Filmes que esqueçam as relações amorosas, os orgasmos e os sapatos de marca e que se debrucem sobre bebedeiras, mamas e peidos. A Ressaca é um filme desses. Pode não ter sido a primeira vez que se traz para o ecrã uma expedição masculina desregrada à mítica Las Vegas, mas há um esforço notório orientado por Todd Phillips, um veterano do género (Old School, Road Trip, Starsky and Hutch), para ir além do óbvio. Não se podendo qualificar como hilariante, os momentos cómicos são frequentes e eficazes e o enredo confere um propósito à narrativa, impedindo que se transforme numa sucessão de rábulas embriagadas.

Wednesday, July 01, 2009



Descobri há pouco tempo a arte comprometida de Eric Drooker. Aconselho a visita aqui a quem sentir alguma coisa vibrar lá dentro com esta amostra.

Thursday, June 25, 2009

Não há fome que não dê em fartura. Já dizia o meu avô e tudo o que ele diz costuma ser verdade. Há uns tempos havia centenas de professores de inglês. Muitos não conseguiam encontrar trabalho, outros não estavam simplesmente dispostos a fazer sacrifícios. Aceito isso, apesar de não compreender muito bem. Hoje, talvez por causa das aulas de Inglês no 1.º ciclo, por causa do boom de formação a que assistimos este ano, formações estas que, invariavelmente, têm uma componente de língua estrangeira, há cada vez menos professores de inglês disponíveis para dar formação. Isso leva a que as ofertas de contratos sejam cada vez mais frequentes. O problema é que, estando nós a recibo verde, não estamos em condição de dizer não sob o risco de vermos fecharem-se-nos portas. Este mês, a sobrecarga de trabalho é de tal ordem que vou trabalhar em média 14 horas por dia: seis a dar formação, quatro no CNO e mais umas quantas em casa a corrigir trabalhos e reflexões. A minha questão é: como posso assegurar qualidade a quem me paga, trabalhando tantas horas diárias cinco dias por semana? Não me posso queixar por trabalhar muito, houve um poema chamado Desiderata que me ensinou a valorizar o trabalho, mas também foram meses como o que se aproxima que me ensinaram a valorizar o descanso.


Aqui fica o tal poema que traduzi numa aula deste senhor.

Desiderata

Go placidly amid the noise and the haste,
and remember what peace there may be in silence.

As far as possible, without surrender,
be on good terms with all persons.
Speak your truth quietly and clearly;
and listen to others,
even to the dull and the ignorant;
they too have their story.
Avoid loud and aggressive persons;
they are vexatious to the spirit.

If you compare yourself with others,
you may become vain or bitter,
for always there will be greater and lesser persons than yourself.
Enjoy your achievements as well as your plans.
Keep interested in your own career, however humble;
it is a real possession in the changing fortunes of time.
Exercise caution in your business affairs,
for the world is full of trickery.
But let this not blind you to what virtue there is;
many persons strive for high ideals,
and everywhere life is full of heroism.
Be yourself. Especially do not feign affection.
Neither be cynical about love,
for in the face of all aridity and disenchantment,
it is as perennial as the grass.

Take kindly the counsel of the years,
gracefully surrendering the things of youth.
Nurture strength of spirit to shield you in sudden misfortune.
But do not distress yourself with dark imaginings.
Many fears are born of fatigue and loneliness.

Beyond a wholesome discipline,
be gentle with yourself.
You are a child of the universe no less than the trees and the stars;
you have a right to be here.
And whether or not it is clear to you,
no doubt the universe is unfolding as it should.

Therefore be at peace with God,
whatever you conceive Him to be.
And whatever your labors and aspirations,
in the noisy confusion of life,
keep peace in your soul.

With all its sham, drudgery, and broken dreams,
it is still a beautiful world.
Be cheerful. Strive to be happy.

Tuesday, June 16, 2009

Para a Cris

Andei desde dia 3 de Junho à procura desta música na web para a colocar aqui só para ti. Finalmente encontrei-a. Parabéns por me aturares tanto tempo.



não ligues ao vídeo, o importante é a música.

Thursday, June 04, 2009

Let The Right One In

Quando era miúdo, adorava filmes de vampiros. Lembro-me de ter cinco/seis anos e de ver, às dez da noite (o que para mim naquela altura era quase madrugada) um qualquer filme de vampiros com o Christopher Lee. Continuei a gostar e na minha adolescência vi, até à náusea, filmes como Entrevista com um Vampiro de Neil Jordan, Aberto até de Madrugada de Robert Rodriguez, e, principalmente, Drácula de Bram Stoker de Francis Ford Coppola. Chegava a saber quase todas as falas do filme, como aquelas em que Gary Oldman dizia: "I never drink... wine" ou "they say you are a man of... good taste". Mas vi recentemente um filme sueco que superou até mesmo o de Coppola no topo das minhas preferências e é um dos melhores filmes que vi este ano - o seu título em Inglês é: Let The Right One In. Aconselho este filme intimista, muito belo e até comovente sobre a relação entre um jovem atormentado pelos colegas e uma vampira de mais ou menos doze anos (depois de verem o filme vão perceber o porquê do "mais ou menos"). Fica aqui o trailer para acabar de vos convencer.
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Tuesday, May 19, 2009

The Revolution

Ouvi ontem na rádio quando ia para casa esta música cuja letra me prendeu a atenção. Foi no programa da noite do Rádio Clube Português. Interessante.



You will choose to stay at home, brother.
For you will be able to do everything you need from your potato couch.
You will be able to don your virtual helmet and experience the Revolution on 360 degree
all-round CGI.
You may choose to view as manga, or Hanna-Barbera, as the Hair-Bear bunch.
Because the Revolution will be televised.
The Revolution will be brought to you by Apple Mac or PC World, with Nokia and Motorola providing SMS updates.

The Revolution will show pictures of hopefuls queuing overnight for the latest audition.
The Revolution will be sponsored by Gap, the Khaki-and-Camel collection,and it will star me as you.

You will play yourself, or Brad Pitt playing you. Or you playing Brad Pitt playing you.
The Revolution will be smoked, snorted, injected, chased or vapourised.

It will be recorded on mini-DV and kept in the pocket. The Revolution will be digitised, then transferred to all available formats.
It will appear on your favourite CD as the BONUS TRACK!
You will be able to procure it cheap on VHS or pay a little bit more for the extra footage on DVD. Betamax will be available for the old-schoolwho are more gun shoe than gumshoe, with their shell-toes and grips. The Revolution will shoot from the hip.
The Revolution will be scratched, spun back and sampled as a loop.

It will appear as the red button on your remote control.
The Revolution will operate a job-share, or flexi-time option, so you can have it at ... your ... leisure.
Because the Revolution will be digitised.
The Revolution will be permed, highlighted and set.

It will have its own award ceremony, with the biggest winners unable to attend except for via live satellite link, because of their current Revolutionary commitments.
The Revolution will be a teacup in a storm, or a bottle in a message, or a door to a key.
The Revolution will always come with fries.
Because the Revolution will be televised.
The Revolution will be hard, my brothers, because it will use Viagra, camagra, Araldite-ing, hardening of the arteries, in order to fit inside Ronald’s Happy Meal box as the free gift.

The Revolution will have a new twist sponsored by Levi, with a sticker campaign written in an illegible graffiti-style font.
Because the Revolution will be a d v e r t i s e d.
And pay-per-view will have a whole new meaning, brothers.

The Revolution will be available for Gameboy this falland X-Box and Gamecube today.
The Revolution will be televised will be televised will be televised, brothers.Because the Revolution is alive.

Wednesday, April 29, 2009

Onde os chacais perseguem,
Ainda antes do pôr do sol,
Os caminheiros famintos de olhos cobertos de pó;

Onde o vento morto sopra abandono
e evoca o tempo do fruto;

Na sombra fria do amadurecer,
A terra sangra um rio doloroso
do seu coração impoluto.

Thursday, April 09, 2009

E pronto, com Clint Eastwood é cada tiro cada melro. Não faz um filme mau ou desinteressante mas, de vez em quando, aparece um filme como Gran Torino. Fantástico. Clint Eastwood é tão grande atrás das câmara como à frente delas, um gigante que faz jus ao título de último grande realizador clássico de Hollywood. Dá corpo a uma personagem quase real da qual gostamos quase incondicionavelmente por não ser perfeita. Para mim, foi simplesmente um dos três melhores filmes do ano passado.
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Depois vi The Reader. É um filme também bastante interessante com um desempenho justamente agraciado com vários prémios da Inglesa Kate Winslet. Falar muito sobre o enredo seria desvendar uma semi-surpresa que acabaria por fazer com que a experiência de apreciar este filme fosse um pouco menos agradável.
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Finalmente, para algo completamente diferente, uma comédia louca e bastante original com uma malta que, para mim, é responsável pelo que de melhor se tem feito na comédia nos últimos tempos. O filme chama-se Pineapple Express e penso que, apesar do sucesso nos EUA, em Portugal não terá estreia nas salas, passando straight to dvd. É uma pena porque acho que, com uma boa campanha por detrás, seria um sucesso entre nós. Aqui fica o trailer.
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Tuesday, March 17, 2009

Filmaço

Que grande filme, cru, verdadeiro, com sangue e suor genuínos, não há fingimentos (o que é irónico tendo em conta que fala de um desporto que assenta nesse fingimento). Há muito tempo que não sentia tanta empatia com uma personagem como com este Randy the Ram, alguém fragilizado que tenta encontrar um espaço fora dos ringues mas que é empurrado para lá. Espantoso Mickey Rourke. Lembrei-me de autopsicografia assim de repente...



e a música de Bruce Springsteen nos créditos finais... Que filme.
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Wednesday, March 11, 2009

Filmes, filmes e mais filmes

Tenho andado nos últimos tempos a gastar cada segundo do meu tempo livre a ver filmes. Vi muitos dos filmes presentes na gala dos oscars e vi também outros que estavam na minha shortlist há algum tempo.
Primeiro que tudo, e porque a quantidade não é qualidade, apenas dois deles me encheram as medidas: Slumdog Millionaire e The Curious Case of Benjamin Button. Dois triunfos, o primeiro por contar uma história simples recorrendo apenas a um excelente argumento, montagem e realização. É um filme notável que entusiasma, a empatia com o trio de personagens é imediata também por culpa da direcção de actores que consegue extrair dos três miúdos o necessário para que isso aconteça. No filme de David Fincher há também um excelente trabalho em relação ao argumento, pegaram numa short story e criaram material suficiente para um filme memorável com uma interpretação prodigiosa de Brad Pitt. Pode não ser um actor como Sean Penn, mas escolhe magnificamente os papéis que representa.
De entre os filmes nomeados, a maior desilusão foi Revolutionary Road. Talvez não o tenha visto com o estado de espírito necessário para o apreciar. Na minha opinião há história, trabalho de actores e uma excelente e contida realização, no entanto, não me cativou.
Já vi Choke e, como acontece quase sempre com adaptações, o livro é imensamente superior. É uma comédia banal, demasiado escatológica. Não que o livro não falasse desses temas, a abordagem é que me parece diferente e desajustada.
Maradona by Kusturica emocionou-me. Gosto de Maradona genuinamente e foi para mim um encanto ver alguém que gosta de futebol mas também se interessa pelo mundo que o rodeia acompanhá-lo e mostrar estas facetas do maior jogador de futebol do mundo.
A surpresa foi Knocked Up. Esperava uma comédia ligeira mas encontrei um grande filme sobre o amadurecimento e o medo de assumir responsabilidades. Esta trupe composta por Judd Apatow, Seth Rogen, Paul Rudd e Jason Segel (jutamente com o comparsa James Franco) começa a tornar-se um caso sério e constitui um novo fôlego na comédia. Tenho-os seguido desde a série Freaks and Geeks que por cá passou na SIC Radical. Ver também Pineapple Express que também é produzido por Apatow (e que em Portugal passou directamente para o mercado DVD) e The 40 Year Old Virgin que o mesmo realiza.

Muitos mais há para ver (The Wrestler, Gran Torino...), vou mantendo notícias.
Ainda não me tinha pronunciado sobre a festa dos Oscares da Academia. Primeiro deixar uma salva de palmas a Hugh Jackman, o sucesso da cerimónia passa em parte pelo talento que demonstrou como anfitrião.

De seguida vamos ver se as minhas previsões se verificaram:

Comecemos pelas más notícias, não consegui adivinhar o vencedor do prémio para o melhor actor. Sabia à partida que era renhido entre Mickey Rourke e Sean Penn mas estava mais inclinado para o primeiro. Também nunca na vida esperaria que Penelope Cruz vencesse na categoria de Melhor Secundária mas, a partir daqui, um mar de rosas. Slumdog Millionaire, venceu oito galardões e os prémios para melhor actriz e actor secundário foram entregues a quem eu tinha esperado. Foi uma boa noite, com pouco descanso mas muito entusiasmo e riso, em especial com esta apresentação das comédias de 2008:

Friday, February 13, 2009

Ando a ler



Diary de Chuck Palahniuk (o que eu gosto deste tipo)

É um dos autores dos nossos dias. Atingiu o conhecimento do grande público (no qual me incluo) com a adapatação do seu romance Fight Club ao cinema por David Fincher (o mesmo que realizou The Curious Case of Benjamin Button). Este ainda agora comecei mas parece-me ter uma linguagem mais poética do que Lullaby ou Choke.

O outro livro que ano a ler (isto de ler dois livros ao mesmo tempo é uma novidade para mim...) é Ecstasy de Irvine Welsh. Tanto Welsh como Palahniuk, têm em comum o facto de se terem tornado mais conhecidos pela adapatação de romances seus ao grande ecrã, no caso de Welsh Trainspotting de Danny Boyle (o mesmo que realiza Slumdog Millionaire). Apercebi-me, mesmo agora enquanto escrevo, da coincidência que constitui o facto de estes dois realizadores que adaptam livros de autores que estou a ler estarem, este ano, em competição na cerimónia dos oscar com dois dos melhores filmes que vi em muito tempo (mas isso são contas de outro post).
Ecstasy é um livro de contos que não foge ao estilo de Welsh. Centra-se em comunidades que pertencem a culturas muito específicas, no caso do primeiro conto (que quase dava um romance) um conjunto de pessoas fãs de música electrónica. Também é extremamente divertido e invulgar que é o que se procura quando se passa dias inteiros a ler histórias de vidas no trabalho.

Friday, January 23, 2009

Oscars

Ouvi ontem pelo caminho as nomeações para os Oscar da Academy of Motion Picture Arts and Sciences. Ainda que não tenha visto muito dos filmes não posso deixar de ter alguns favoritos, não que pense que sejam os que têm mais hipóteses, mas aquele que gostaria de ver a receber a estatueta dourada.

Melhor Actor

Há muita competição, qualquer um tem boas hipóteses. Gostaria que fosse entregue a Sean Penn, um actor que admiro e que, como homem, também é uma pessoa interessada pelo que se passa no mundo em que vive. Prova disso é a sua personagem em Milk. Também não ficava nada chateado se o entregassem a Mickey Rourke por The Wrestler pelo factor surpresa que constitui este regresso improvável de Rourke.
Melhor Actriz











Este prémio dificilmente deverá fugir a Kate Winslet que, recorde-se, venceu também o Globo de Ouro. É uma actriz magnífica embora nesta categoria, por vezes aconteçam surpresas.

Actor Secundário


Heath Ledger merece este Oscar a título póstumo e acredito que o venceria mesmo se estivess vivo. Este Joker vai entrar directamente para a nossa consciencia colectiva como uma das grandes figuras da cultura pop. Convém não esquecer que é um filme de super heróis, o que poderá acarretar algum preconceito por parte dos membros mais conservadores da Academia. Para esses pergunto: "Why so serious?"
Actriz Secundária
Aqui é como no totoloto. Não simpatizo muito com Penélope Cruz porque acho que uma actriz deveria ser capaz de fazer convincentemente qualquer personagem. Ela é um pouco limitada. É bonita, isso é verdade, mas nunca poderá fazer outra personagem que não uma latina e aquele sotaque quando fala Inglês dá-me cabo dos nervos. Aposto em Amy Adams. Porquê? Por muitas razões, principalmente porque sim.
Finalmente, porque me vou restringir apenas às categorias principais, deixo aqui as minhas previsões optimistas (tradução foleira de "wishful thinking") em relação aos galardões de Melhor Filme e Realizador. Aposto tudo num cavalo. Danny Boyle e o seu Slumdog Millionaire. Por outro lado, não me surpreenderia se a Academia decidisse premiar Milk ou mesmo o The Curious Case of Benjamin Button. Entre estes dois últimos preferia que vencesse o segundo que é de um dos meus realizadores favoritos da actualidade, David Fincher.
A vantagem de fazer isto com esta antecedência é só que, daqui a um mês, se eu falhar ninguém se recorda. Se eu acertar vou recordar toda a gente. Já está marcado na minha agenda: dia 23 de Fevereiro- dia livre para recuperar as horas de sono perdidas na madrugada anterior.

Radiohead



Uma excelente música e um video com mensagem.

Monday, January 12, 2009

Mr. Danny Boyle

O grande vencedor dos Globos de Ouro foi um senhor a quem eu venho chamando de Novo Kubrick: Danny Boyle que venceu os prémios para melhor realizador e melhor filme dramático pelo seu mais recente trabalho, Slumdog Millionaire.
Mas não o digo por ter ganho estes prémios, digo-o pela versatilidade. Kubrick realizava de modo brilhante filmes de ficção científica, guerra, comédia, épicos de época, etc, sem que o génio esvanecesse ao sabor do género que filmava. Penso que o mesmo acontece com Danny Boyle, que tem feito de tudo e de tudo tem feito bem. Fez e bem ficção científica com Sunshine, fez comédia com Millions, Terror com 28 Days Later, drama com The Beach e tem como sua obra prima, pelo menos até à estreia de Slumdog Millionaire, o magnífico Trainspotting. Aqui fica o trailer do seu mais recente e premiado filme.
Vi no youtube (onde mais poderia ser?), por acaso, estes dois videos com músicas dos Arcade Fire. Acontece que o video pertence a dois grandes filmes e isso transpira em cada imagem que aqui surge, mesmo que a banda sonora que os acompanha tenha sido escrita anos depois e sem pensar nas imagens.
No primeiro video, a música é My Body is a Cage e o filme é o ponto de climax do épico de Sergio Leone, Once Upon a Time in the West. No segundo, a música é Intervention e o filme O Encouraçado Potemkin de Sergei Eisenstein. Espero que gostem tanto como eu, mesmo que não sejam apreciadores dos Arcade Fire.



Friday, December 19, 2008

Killers Overdose II & III





Uma versão belíssima dos Dire Straits e uma excelente colaboração com o mestre Lou Reed. É o chamado post dois em um.

Friday, November 28, 2008

Para o fim de semana grande numero uno

A música que tem bombado em grande nas minhas viagens de carro. São a minha banda favorita do momento. Para ouvir no máximo do volume. The Killers, Human

Bom fim de semana grande numero uno! Para a semana temos o numero dos.

Mundo Catita

Quem não votaria em Manuel João Vieira para Presidente? Muita gente de certeza, mas isso não vem agora a propósito. Estreou na semana passada na RTP2, a mini-série Mundo Catita centrada na biografia do Candidato Vieira. Há duas semanas, mostraram um making off que demonstra que este é um labour of love dos envolvidos. Recomendo que vejam, é algo fora do comum e muito acima dos patamares habituais da ficção portuguesa. Fica aqui o trailer. Dá domingo à noite às 23h55 a seguir àquele programa cultural pretensioso com a apresentadora mais cheia de si da televisão portuguesa.

Sugestão da Semana



Grande trailer do filme de Darren Aronofsky protagonizado por um aparentemente ressuscitado Mickey Rourke. Atenção à música brilhante do Bruce Springsteen. Vou ver este fim de semana, depois logo digo qualquer coisa.

Tuesday, November 18, 2008

Eu só queria dizer uma coisa:





Obrigado Fernando Meirelles, obrigado Julianne Moore, obrigado Mark Ruffalo, obrigado Gael Garcia Bernal, obrigado Alice Braga, obrigado Danny Glover, obrigado até ao cão das lágrimas. São escusados os agradecimentos ao camarada José Saramago. É daqueles filmes sobre os quais tenho tanto para dizer mas que o essencial é ordenar-vos que o vejam. Apenas algumas palavras para a escolha de um elenco multi étnico que ajuda a situar o filme em local nenhum, como se o mundo fosse um sítio sem fronteiras e no qual os poucos limites existentes, vão sendo destruídos como se nunca tivessem lá estado.

É talvez a adaptação mais fiel ao cinema de uma obra literária e que consegue a virtude de ser um grandioso filme. Quase tão grandioso como aquele que é, quanto a mim, o maior romance alguma vez escrito! É um filme violento e cru como também o é o romance. Destaco ainda a presença de Julianne Moore que é quem nos guia também a nós durante o filme e nos devolve a esperança com a sua humanidade imperfeita. VEJAM!!

Wednesday, October 29, 2008

Choke/Asfixia de Chuck Palahniuk

Primeiro de tudo, quero aproveitar para saudar o regresso da revista Premiere, uma publicação que é, para mim, uma referência em Portugal na área do cinema. Digo isto, principalmente para alertar a malta que ainda não se tinha apercebido que voltou às bancas.
Mas a razão pela qual escrevo este post é Choke (Asfixia em Portugal) que adapta para o grande ecrã (esta expressão é um clássico e nunca fica mal) o romance de Chuck Palahniuk, o segundo a ser alvo deste previlégio após o sucesso de Fight Club. Aqui está o trailer:

Friday, October 17, 2008

Menomena, Evil Bee


Grande video. Sugerido pelo açoriano.

Thursday, October 16, 2008

Sobre Robert Wilson


O gosto pelo policial corre-me no sangue. O meu pai sempre foi grande amante deste género, tinha praticamente a colecção Vampiro completa e foi dentro deste género que fiz as minhas primeiras leituras juntamente com os clássicos de Júlio Verne. Entretanto, este gosto foi desaparecendo até descobrir Robert Wilson. Escreve romances policiais extraordinários. Comecei por ler O Cego de Sevilha centrado na personagem Javier Falcon. Este é o primeiro de uma trilogia juntamente com os títulos As Mãos Desaparecidas e Assassinos Escondidos. Depois li A Companhia de Estranhos romance de espionagem ambiantado na II Grande Guerra e na Guerra Fria. Finalmente, li o seu primeiro romance editado em Portugal- Último Acto em Lisboa. É um romance fantástico com duas linhas de narrativa que se cruzam de forma magnífica e com um twist final arrebatador (e como eu gosto de um bom twist final). Aconselho a quem se quer divertir com a visão do povo português pelos olhos de um Inglês e a quem procura uma boa história. Fala de muitos fantasmas portugueses com o desprendimento apenas possível a quem nos vê de fora: a perseguição política, a forma como Salazar conseguiu fazer de Portugal um país relativamente próspero com o ouro nazi, a PIDE, a tortura política e, principalmente, a forma como, muitos anos após o 25 de Abril, tudo isto ainda nos perseguia. Constrói personagens fortes que parecem seguir um caminho independente daquele que o autor lhes traçou, um caminho de busca de vingança a todo o custo e que, em última análise levará à auto-destruição. Muito bom!!! Descubram-no.

Sunday, September 07, 2008

Já se acabou o que era doce...

Já se acabaram as férias, já há quase 15 dias... mas só agora há vagar para escrever aqui novidades. Novo emprego, mais responsabilidades mas também mais estabilidade. Muito trabalho, muitas horas ao volante, nova casa, quase vida nova.
Nas férias foi muito bom: ler, dormir, comer, apanhar sol, ir à bola...
Gostei muito de aproveitar este período para ler. Como se diz "por a leitura em dia" mas li algumas coisas sem "chocolate", "segredo", "código", etc no título. Li dois romances de Chuck Palahniuk de que gostei muito Asfixia e Lullaby. Li também Memórias de um Louco de Flaubert de que gostei pouco. Por estes três livros, paguei, na Oficina do Livro, 11 €. Nada mau. Li também O Enigma de Paris, do argentino Pablo de Santis que me ofereceram no meu aniversário. De seguida foi A Trilogia de Nova Iorque de Paul Auster. E, para finalizar estas férias de descanso, O Prestígio de Christopher Priest (que Christopher Nolan adaptou ao cinema) que me fez continuar com a minha obsessão com o ilusionismo que iniciei depois deste outro filme:

Thursday, August 07, 2008

Vou de Férias 4!

Grande canção



e aquilo vai ser a minha dança das férias quando amanhã sair do trabalho.

Vou de férias 3

Vou de férias 2!

Quem adivinha...

...de onde é este excerto. É do primeiro livro que vou ler nas férias e já comecei a ler. Um rebuçado para quem adivinhar qual é.


Os peritos na cultura da Grécia Antiga dizem que as pessoas naquela altura não viam os pensamentos como pertencendo a elas mesmas. Quando os antigos gregos tinham um pensamento, ocorria-lhes como sendo um deus ou uma deusa a dar uma ordem. Apolo estava a dizer-lhes para serem corajosos. Atena estava a dizer-lhes para se apaixonarem.

Agora as pessoas ouvem um anúncio a batatas fritas de coalhada e correm a comprá-las, mas agora chamam a isso livre-arbítrio.

Pelo menos os antigos gregos estavam a ser honestos.

Actualização: A resposta é Lullaby de Chuck Palahniuk (o mesmo autor de Fight Club)

Vou de férias!

Sunday, August 03, 2008

Filmaço



Isto é um filme do caraças!!!

Dizer que é o melhor filme de super-heróis de sempre acaba por ser redutor para este filme. É uma obra-prima do grande Christopher Nolan. Muito bom. Destaque também para a última interpretação de Heath Ledger, que transformou este Joker num ícone. Assustador e louco é como que o dinamo do filme! O melhor do ano até agora para mim.

Thursday, July 24, 2008

Ontem é que foi. Abalar de Beja para Mil Fontes, nas calmas. Passar a manhã a partir o coco a rir e a jogar à bola na areia. Ouvir a sabedoria Zézécamarinhesca do grande Zorro. Apanhar sol, rir mais um bocado, beber umas imperiais, comer uma sardinhada (8 sardinhas, pimentos e batatas cozidas com casca), beber mais umas imperiais para desmoer as sardinhas. Rir mais um bocado e chegar a Aljustrel para uma reunião depois de um duche rápido com o ar de quem acabou de sair do oceano. E eu sem a máquina fotográfica...Um sítio giro e eu ainda nunca lá tinha ido. Ontem é que foi...

Monday, July 07, 2008

Grandes Twists do Cinema

Adoro quando um filme me dá uma chapada de luva branca quando, do alto da minha arrogância, prevejo já o seu desenlace. Aqui vou tentar fazer uma lista com alguns twists que, na minha opinião, ficam na história do cinema. O meu top sem ordem específica:(SE POR ACASO NÃO VIRAM UM DESTES FILMES AVISO DESDE JÁ QUE O DEVEM FAZER IMEDIATAMENTE E QUE ESTE POST CONTÉM SPOILERS!!!)
Luke, I am your father! espectáculo!! A marcha imperial ainda me arrepia... não é preciso dizer grande coisa para contextualizar.
you're Mr. Durden. O grande Fight Club realizado pelo grande David Fincher é todo ele um filme espectacular (também aconselho o livro de Chuck Palahniuk). Obrigatório!
O Sexto Sentido, I see people, they don't know they're dead mas podia ser O Protegido ou A Vila todos do meu realizador favorito Michael N. Shyamalan.
Planet of the Apes, esta cena também é um valente murro no estomâgo!
Primal Fear, conhecido entre nós como A Raiz do Medo e com a Canção do Mar cantada pela Dulce Pontes na banda sonora. Para além de um grande final revelou o enormíssimo actor que é Edward Norton.
Faltam aqui muitos como Psycho que foi talvez o primeiro filme com um twist final surpreendente e macabro, The Others que tem um final semelhante ao de o Sexto Sentido embora um pouco menos assustador e a lista continuava...
Acrescentem mais filmes à lista... e espero sinceramente que já os tenham visto porque senão ficaram com a experiência estragada.

Thursday, June 05, 2008

Para a minha Cris

Seis anos a aturar-me é obra. Para ti

Monday, June 02, 2008

Hoje é isto... (meia dúzia)


The Shining de Badly Drawn Boy

Hoje é isto... (5)


Roads de Portishead

Hoje é isto... (4)


No Surprises de Radiohead

Hoje é isto... (3)


The Crystal Ship de The Doors

Hoje é isto... (2)

The Passenger de Iggy Pop

Hoje é isto...

The Mercy Seat de Nick Cave and the Bad Seeds

Friday, May 30, 2008















Sunrise by the Ocean, Vladimir Kush
Quando a espuma da chegada
se escorre das nossas mãos cansadas,
Sabemos enfim onde estamos.
Nas novas praias intocadas
calcamos nossos pés descalsos,
e de sangue a areia manchamos.
Os pés feridos pela beleza selvagem
que desde que partimos almejamos,
não os sentimos, nesta chegada não anunciada
nem por pombas, nem por ramos.

Friday, May 23, 2008

E a reacção do Mestre

Encontrei este video interessantíssimo que captou a reacção de José Saramago à primeira projecção do filme a que assistiu. Só posso dizer que aumentou ainda mais o meu interesse em ver Blindness.

Ansioso por ver

Blindness, a adaptação do meu romance preferido de sempre. Ensaio sobre a Cegueira de Saramago.

Música de fim de semana grande

Pulp Disco 2000

Vou ver




















Este é o grande herói da minha infância! Até me atrevo a dizer que mais que o Homem-Aranha, que os X-men, que o Daredevil ou Batman, o Indiana Jones era o que mais me fazia vibrar. Partilha o mesmo medo que eu - as serpentes, era apenas humano e era tudo o que eu, na altura, ambicionava ser: alguém que estuda a história e que combate o mal (personificado pelos Nazis). Por tudo isto, tenho que ir ver a nova aventura de Indy, até porque não é todos os dias que estreia um filme de Steven Spielberg. Há uma frase de Spielberg que atesta bem a notoriedade de Indiana Jones, ele diz que é uma das poucas personagens da história do cinema que é imediatamente reconhecível pela sua silhueta. E não é verdade?

Tuesday, May 13, 2008

VERGONHA!!


Isto já é demais, os portugueses têm de fazer alguma coisa, os combustíveis vão subir outra vez! Desde 29 de Abril, ou seja, em duas semanas, o gasóleo subiu 7 centimos! A gasolina subiu 4.8 centimos! O preço dos combustíveis foi aumentado por 15 vezes este ano. Dá uma média de 3 aumentos por mês. O governo não faz nada, a Autoridade da Concorrência também não, as gasolineiras como é óbvio esfregam as mãos de contentes - no primeiro trimestre deste ano a BP obteve um lucro 63 por cento superior ao lucro que obteve o ano passado. É imoral, é uma vergonha, e alguém tem que fazer alguma coisa!!!! O preço da venda dos combustíveis tem que ser regulado pelo estado, se tem poder para cobrar uma taxa tão alta sobre os produtos petrolíferos, também o terá para fixar um preço máximo da venda.


Eu faço cerca de 1000 kilómetros por semana, dá 4000 kilómetros por mês, sou um recibo verdista, ninguém me paga deslocações... eu e muitos outros milhares de trabalhadores e centenas de empresas que ficam cada vez mais em dificuldades.


Temos que agitar este lodaçal, aceitam-se ideias.

Friday, April 25, 2008

Monday, April 07, 2008

Fim de Semana com sol e filmes

O título diz tudo, melhor que a mistura de fim de semana com sol e filmes só Cigarrettes and Chocolate Milk.
Sexta à noite revi um filme que marcou a minha infância: Scrooged (SOS Fantasmas na tradução portuguesa) de Richard Donner com o grande Bill Murray. Este é juntamente com Goonies, Groundhog Day e Mr. Destiny daqueles filmes que vi e revi dezenas de vezes nos tempos em que ainda não tinha barba, quando ainda havia cassetes de video. Bill Murray é um actor fantástico, que sempre me fez e continua a fazer rir mais de 15 anos depois da primeira vez que vi estes filmes. Muito bom para recordar
Scrooged
No Sábado à tarde fui ao cinema e vi No Country for Old Men. Surpreenderam-me os bocejos e a reacção das pessoas que viam o filme na sala. É aquilo que me parece um filme típico dos irmãos Coen: um clássico instantâneo com três personagens brilhantes (lembrem-se de Fargo ou The Big Lebowski). Muito bom.
Depois cheguei a casa e revi um filme cujo dvd comprei nessa tarde. Um dos melhores filmes que já vi: Y Tu Mamá También de Alfonso Cuarón. Não é exagero, é um filme perfeito que fiquei feliz por acrescentar à minha colecção de dvds. Grande desempenho de Gael Garcia Bernál, Diego Luna e da espanhola Maribel Verdú. Do México têm saído grandes filmes e cineastas, é só ver o caso de Guillermo Del Toro e Alejandro Iñárritu.
E para terminar o fim de semana em beleza vi Carandiru, um filme muito interessante baseado em factos reais e que me conseguiu prender com um notável equilíbrio de tensão e humor. Muito Bom.

Wednesday, March 12, 2008

Re: Profissões Anacrónicas

Fui este fim de semana a Évora e passeava eu pela praça do Giraldo quando me lembrei deste post do amigo Pinto. Lembro-me de, em miúdo e mesmo ainda há bem pouco tempo, me passear por esta praça e ver, encostados a um dos muitos arcos, engraxadores. Mas este fim de semana, olhei em volta e não vejo nenhum.


A explicação:












Em plena Praça do Giraldo, junto à pastelaria, está este estafermo. Bem pode engraxar os sapatos mas não responde aos comentários sobre o tempo, a quem diz mal do governo ou a quem queira falar da bola. Ele há cada uma...

Monday, March 03, 2008

Sweeney Todd


Fui ver este fim de semana o último filme de Tim Burton -Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street. Não era grande fã de musicais mas ultimamente têm-me caído no goto, e quanto mais bizarros melhor. Foi assim com Rocky Horror Picture Show e também foi assim agora. O Johnny Depp e a Helena Bonham Carter fazem o par mais freak que já se viu nos ecrãs de cinema bem secundados por um alucinado Sacha Baron Cohen. Um bom filme visualmente pujante e bem conseguido e com músicas que ficam no ouvido como compete a um bom musical. Uma advertência aos mais impressionáveis: há muito sangue a esguichar das gargantas, não são os rubis que Todd promete às navalhas numa das músicas.


Uma agradável surpresa foi ouvir hoje no caminho para casa, na Antena 2, algumas canções da banda sonora. Verdadeiro serviço público numa rádio que costumo ouvir 1 hora por ano.

Só neste país é que se diz: "só neste país"


Louçã acusa escola de querer usar críticas a mudanças como critério de avaliação de professores
29.02.2008 - 12h52 Lusa, PÚBLICO
Um agrupamento escolar em Leiria está a usar como critério na avaliação dos seus professores o facto de verbalizarem a insatisfação face a mudanças no sistema educativo, denunciou hoje o líder do Bloco de Esquerda.“Verbaliza a sua insatisfação/ satisfação face a mudanças ocorridas no Sistema Educativo/ na Escola através de críticas destrutivas potenciadoras de instabilidade no seio dos seus pares” é um dos indicadores incluídos no critério da “dimensão ética” para a avaliação dos professores no agrupamento escolar Correia Mateus, em Leiria, segundo Francisco Louçã.Louçã mostrou a ficha de avaliação em causa no debate quinzenal com o primeiro-ministro no Parlamento, acusando a presidente do conselho executivo do agrupamento escolar de agir como “zelote do Partido Socialista em Leiria”.“Veja tão baixo que chega esta opção do Governo (...) O senhor primeiro-ministro incendeia as escolas. O grande problema nas escolas é o combate ao insucesso escolar e não a avaliação”, defendeu.Ficha era proposta que foi recusadaNa resposta, o primeiro-ministro admitiu que aquele critério não devia ser usado, frisando que a responsabilidade não foi do Governo nem do Ministério, e assegurou que iria chamar a escola à atenção.“Se houve uma escola que disse exactamente como o senhor disse, essa escola agiu mal e naturalmente que o Ministério de Educação, que não é responsável por isso, naquilo que é o trabalho que está a desenvolver com as escolas e os conselhos directivos, vai chamar a atenção para esse ponto”, afirmou José Sócrates.O primeiro-ministro acusou o líder do Bloco de Esquerda de usar um caso concreto para “generalizar e denegrir” todo o sistema de avaliação de professores.Entretanto, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, explicou que a ficha apresentada por Louçã era uma proposta do Conselho Directivo da escola ao Conselho Pedagógico, onde chumbou. “Por isso essa ficha nunca será aplicada”, disse a ministra.


Eu só queria acrescentar que, ao contrário do que a senhora ministra diz, a proposta não foi chumbada. Até porque de acordo com o próprio ME, a mesma só irá a votação a 12 de Março. Podem ver aqui.
PS: Reparem bem no olhar da morte da sra. ministra. Ainda bem que não sou professor (ou melhor, esta senhora não me considera como tal), apenas licenciado em Ensino, porque senão estava, nesta altura, a tremer de medo.

Thursday, February 28, 2008

Piada... vá lá... estúpida

O Sr. Edward Bulwer-Lytton quando, em 1839, disse: The pen is mightier than the sword ou A pena é mais poderosa que a espada, já devia estar à espera que um dia nascesse Joe Pesci para lhe dar razão.

Monday, February 25, 2008

Curioso...

Os Oscars para actores foram todos para Europeus:

Melhor Actor: Daniel Day-Lewis (There Will Be Blood), Inglês (nomeado pela quarta vez e vencedor pela segunda)

Melhor Actriz: Marion Cotillard (La Môme/La Vie en Rose), Francesa

Melhor Actor Secundário: Javier Barden (No Country for Old Men), Espanhol, vence o Oscar após a segunda nomeação.

Melhor Actriz Secundária: Tilda Swinton (Michael Clayton), Inglesa.

Nas restantes categorias principais destaque para No Country for Old Men dos irmãos Coen que vencem na categoria de melhor filme, realizador e argumento adaptado.

Thursday, February 21, 2008

Tom Petty

Este tipo é um dos mais injustiçados músicos americanos. Em Portugal não tem o reconhecimento que merece. Há duas ou três músicas que passam na rádio e deixam-se muitas outras longe do grande público. De acordo com Charles Aznavour, Petty já não se pode queixar, é que ouvi Aznavour numa entrevista dizer que acredita que um músico pode dar-se por feliz se as pessoas se lembrarem de duas músicas dele. Descobri Tom Petty mais a sério no filme Elizabethtown de Cameron Crowe e nunca mais parei de ir ouvindo. Durante esta semana numa sessão de formação, um formando perguntou-me se conhecia esta música:
Aos primeiros acordes não me lembrei muito bem, mas com a letra comecei a recordar este video um tanto bizarro com a Kim Basinger que tive o prazer de redescobrir. O que acho incrível é ele fazer esta música e este video e não soar lamechas. Pelo contrário, chega a ser divertido.