Monday, August 09, 2010
Tuesday, July 06, 2010
Ontem à noite na TV (num dos canais da FOX)
Às vezes o zapping dá nisto. Vale bem a pena ver.
Grande peça, grande actor, um filme interessante.
Tuesday, June 22, 2010
Esta é uma imagem rara. Saramago não era um homem de grandes sorrisos como não pode ser alguém que se auto-intitula um optimista céptico. Mas foi a imagem que escolhi para esta minúscula homenagem a um grande homem, com convicções das quais partilho, a um enorme nome das letras mundiais, certamente o maior romancista português desde Eça. Não encontrava no mundo grandes motivos para sorrir e, talvez, não existam assim tantos quando olhamos para o seu desgoverno. Foi, para muitos, um grande talento incómodo. Não sou muito nacionalista e considero Saramago um autor do mundo mas foi pena que passasse tantos anos em Lanzarote e não fosse uma figura mais interventiva na vida pública portuguesa. Mas talvez a isso o tenham obrigado.
Tive o privilégio de, por três vezes, estar fisicamente perto de Saramago e de, por duas vezes, ouvir as suas palavras. Na primeira vez era um miúdo que estava a deixar de ler os livros do Júlio Verne e do Stephen King e começava a interessar-se, por causa da escola, por outras literaturas. Acabado de sair do click que fora ler Aparição e do prazer sem limites que fora ler Os Maias. Tinha ouvido dizer, como toda a gente, que Saramago tinha ganho um Nobel e, movido pela curiosidade de conhecer um escritor, compareci naquela sala cheia a abarrotar do salão da Biblioteca de Montemor-o-Novo para o ouvir falar do seu passado no Lavre e das suas origens humildes (as quais ,vim a saber mais tarde, tinha já partilhado com os membros da Academia Sueca num discurso que já li tantas vezes com os meus alunos).
Anos depois, encontrei-o de novo em Évora para falar sobre o Ensaio Sobre a Lucidez. Conhecia já a sua obra e compareci prontamente à hora marcada. Ele não, atrasou-o um camião do lixo, disse com humor. Ouvi-o avidamente. Escutei a sua humildade quando indagado sobre a originalidade da forma como tratava temas banais, como se fosse só levantar as pedras que ninguém se tinha lembrado de levantar.
Este Sábado, fui a Lisboa a um workshop (eu que raramente lá vou) e, numa das curtas pausas para refeições, almocei num restaurante junto ao Marquês de Pombal. Passados alguns minutos de me sentar para almoçar, um carro funerário com escolta policial, transportou os restos mortais de José Saramago. Por acaso? Talvez...
Mas mais do que em todos estes encontros, fortuítos ou não, estive realmente com Saramago nos seus romances, todos. Mas acima de todos, em Ensaio Sobre a Cegueira quando li as últimas páginas a chorar de esperança (também se chora de esperança) e quase, quase senti o cão das lágrimas lamber-me a face.
Sunday, June 06, 2010
Filmes da minha vida 2
The Virgin Suicides de Sofia Coppola
Primeiro a banda sonora dos Air, perfeita.
Depois a fotografia, outonal.
De seguida a descoberta da profundidade dramática de Kirsten Dunst e Josh Hartnett.
A repescagem de Kathleen Turner, James Woods e Danny DeVito.
Mas principalmente, a descoberta da escrita de Jeffrey Eugenides. Autor do romance que deu origem ao filme e de um outro, também ele fantástico - Middlesex.
E finalmente, o surgimento de um talento novo que honra a sua herança genética, o de Sofia Coppola.
Como é óbvio: *****
Primeiro a banda sonora dos Air, perfeita.
Depois a fotografia, outonal.
De seguida a descoberta da profundidade dramática de Kirsten Dunst e Josh Hartnett.
A repescagem de Kathleen Turner, James Woods e Danny DeVito.
Mas principalmente, a descoberta da escrita de Jeffrey Eugenides. Autor do romance que deu origem ao filme e de um outro, também ele fantástico - Middlesex.
E finalmente, o surgimento de um talento novo que honra a sua herança genética, o de Sofia Coppola.
Como é óbvio: *****
Filmes da minha vida 1
Magnolia de Paul Thomas Anderson
A descoberta da actriz fantástica que é Julianne Moore. Fantástica mesmo. O primeiro filme que vi com a chamada história em mosaico. Um puzzle que vamos montando seguindo as instruções cantadas por Aimee Mann com música indissociável do filme. Todo o elenco perfeito, como um só.
Inesquecível. "and when it rains, it pours"
Escusado será dizer: *****
A descoberta da actriz fantástica que é Julianne Moore. Fantástica mesmo. O primeiro filme que vi com a chamada história em mosaico. Um puzzle que vamos montando seguindo as instruções cantadas por Aimee Mann com música indissociável do filme. Todo o elenco perfeito, como um só.
Inesquecível. "and when it rains, it pours"
Escusado será dizer: *****
Saturday, June 05, 2010
Tuesday, June 01, 2010
Filme da semana
Dantes, quando não havia trailers na Internet, não fazia ideia do que esperar de um filme antes de o ver. Eram bons tempos em que um filme me levava numa viagem com destino imprevisível. Agora vamos ao cinema e temos trailers das próximas estreias, vamos ao youtube e lá espreitamos o que aí vem, lemos revistas e as sinopses da maior parte dos filmes antes de os ver. Ainda assim, por vezes ainda conseguimos ver um ou outro filme em que, apesar de termos uma ideia pré-concebida sobre ele, ficamos surpreendidos. Aconteceu-me com Up in the Air de Jason Reitman. George Clooney consegue criar uma personagem com a qual dificilmente nos poderíamos identificar, ainda assim, e o que me parece brilhante da parte de Clooney é que sentimos empatia pelo seu Ryan Bingham. Vera Farmiga também tem um desempenho brutal e apetece ver ou rever todos os seus filmes de seguida para perceber a extensão do seu talento.
Parece um filme com a aura dos grandes clássicos, não só pelas interpretações mas também pela realização cuidada de Reitman e pela fotografia de Eric Steelberg (responsável pela fotografia de Juno e 500 Days of Summer). Ao mesmo tempo, é uma história dos nossos dias e da crise financeira que, não apenas nos Estados Unidos da América, tem levado milhões ao desemprego.
Ryan Bingham leva a vida em Aeroportos e hotéis de aeroporto deslocando-se permantemente de cidade em cidade pelos céus dos Estados Unidos para despedir pessoas. E é o melhor no que faz.
É um bom filme e, para mim, o melhor desempenho de George Clooney no grande ecrã. E eu que nem sou grande fã dele.
****
Parece um filme com a aura dos grandes clássicos, não só pelas interpretações mas também pela realização cuidada de Reitman e pela fotografia de Eric Steelberg (responsável pela fotografia de Juno e 500 Days of Summer). Ao mesmo tempo, é uma história dos nossos dias e da crise financeira que, não apenas nos Estados Unidos da América, tem levado milhões ao desemprego.
Ryan Bingham leva a vida em Aeroportos e hotéis de aeroporto deslocando-se permantemente de cidade em cidade pelos céus dos Estados Unidos para despedir pessoas. E é o melhor no que faz.
É um bom filme e, para mim, o melhor desempenho de George Clooney no grande ecrã. E eu que nem sou grande fã dele.
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Sunday, May 30, 2010
Escreve o futuro
O futebol é, apesar de alguns tótós lhe chamarem soccer, o maior desporto do mundo. Por isso, faz sentido que o Mundial de Futebol seja considerado o maior acontecimento desportivo, ainda maior que os Jogos Olímpicos. Visto por milhões, as marcas apostam forte em arrojadas campanhas de marketing. Este spot da Nike é um excelente exemplo.
Já a ESPN, aposta nos U2 para a promoção das suas transmissões televisivas do Mundial neste spot com narração de Bono Vox.
Já a ESPN, aposta nos U2 para a promoção das suas transmissões televisivas do Mundial neste spot com narração de Bono Vox.
Tuesday, May 25, 2010
Monday, May 17, 2010
Filme da Semana KICK-ASS
Nicholas Cage gosta muito de Banda Desenhada. Nick Cage inspirou-se para o seu nome artistico numa personagem de banda desenhada relativamente obscura chamada Luke Cage. Nick Cage foi o Ghost Rider (Motoqueiro Fantasma para os fãs portugueses e brasileiros da BD) num filme, vá lá, de merda inspirado em outra personagem do universo Marvel. Nos últimos tempos a carreira de Nicholas Cage parecia ir numa curva descendente
sem fim. Não concordam? Então digam-me um filme bom que tenha feito nos últimos 5/6 anos? Bem me parecia... Nisto, vi ontem Kick-Ass. E pensei para comigo: "Nick, tu até és um tipo porreiro, fora o cabelo, fora o cabelo...". A primeira grande virtude de Kick-Ass é ser um filme pensado e concebido apenas para entreter sem se pôr em bicos dos pés. A segunda virtude de Kick-Ass é conseguir de facto proporcionar quase duas horas de puro entretenimento. A terceira grande virtude de Kick-Ass é revitalizar a carreira de Nick Cage ou pelo menos recordar o seu carisma ultimamente desperdiçado em filmes menores. O seu Big Daddy, com uns pozinhos de Adam West, Batman dos anos 60, é verdadeiramente inesquecível.
A questão é: como é que isto tem passado relativamente despercebido entre nós?
Numa frase é: Homem Aranha meets Kill Bill meets O Bom, O Mau e o Vilão. Ou então sou eu a precisar de descanso.
A questão é: como é que isto tem passado relativamente despercebido entre nós?
Numa frase é: Homem Aranha meets Kill Bill meets O Bom, O Mau e o Vilão. Ou então sou eu a precisar de descanso.
Friday, May 07, 2010
Tuesday, April 27, 2010
Dizia o amigo Pinto aqui há uns tempos no seu blogue, com alguma justiça devo reconhecer, que as rádios portuguesas estão mais viradas para a divulgação musical. Apesar disso, a rádio pública, através da Antena 1 tem programas verdadeiramente imperdíveis. Um deles, é "Canções da Minha Vida" de António Macedo. Numa destas semanas, um convidado apresentou-me a canção "El Maestro" do cantautor espanhol Patxi Andion. Depressa a letra e melodia me capataram a atenção pela forte mensagem que transmitiam de maneira que, assim que cheguei a casa a procurei no Youtube. Encontrei então um clip com a música com imagens de um filme espanhol - La Lengua de las Mariposas. Enquanto não vejo o filme, deixo-vos aqui a música para que apreciem.
Constitui esta descoberta um exemplo de que, mesmo através de programas de cariz musical, poderemos discutir assuntos importantes e conhecer novas coisas, desde que essa sede de conhecimento esteja latente.
Outra questão da qual me tenho vindo a aperceber é o gosto que tenho vindo a adquirir pelo Castelhano. Parecia-me uma língua feia e hostil, mas cada vez vou gostando mais.
Constitui esta descoberta um exemplo de que, mesmo através de programas de cariz musical, poderemos discutir assuntos importantes e conhecer novas coisas, desde que essa sede de conhecimento esteja latente.
Outra questão da qual me tenho vindo a aperceber é o gosto que tenho vindo a adquirir pelo Castelhano. Parecia-me uma língua feia e hostil, mas cada vez vou gostando mais.
Friday, April 16, 2010
Monday, April 12, 2010
Wednesday, March 03, 2010
Diabo na Cruz
Divertido e inovador. Rock inspirado no folclore português. Dançável, muito!
Vou ver dia 15 de Abril no Pax Julia em Beja. A não perder.
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