Wednesday, June 08, 2011
Wednesday, April 27, 2011
Somewhere
Mais um grande filme de Sofia Coppola, a continuar a honrar o nome da família com um filme intimista vencedor do festival de Veneza.
The Visitor
Um dos grandes filmes que vi nos últimos tempos. Uma história simples contada com grande sensibilidade. Também tem uma mensagem forte. Um homem chega ao seu apartamento em Nova Iorque, ao qual raramente vai, para o encontrar ocupado por casal de imigrantes ilegais. É nesta metáfora de visitantes que se apropriam ilicitamente de um espaço onde a paranóia do terrorismo tolda a mente colectiva de uma nação assente nos ombros de imigrantes, que a história nos surge acompanhando um grande Richard Jenkins.
Monday, January 10, 2011
The Ghost Writer
Roman Polanski deveria fazer filmes todos os anos, de preferência dois por ano. Melhor ainda se sempre com um bom elenco a apoiar um protagonista capaz de segurar o filme como agora Ewan McGregor ou antes Adrien Brody. Poucos realizadores contam uma história como Roman Polanski, prendendo-nos com cola super 3 à trama e mantendo o final em aberto até ao fim.
The Ghost Writer é também um filme sobre o mundo actual que temos vindo a ficar a conhecer melhor com a WikiLeaks. Imperdível.
The Ghost Writer é também um filme sobre o mundo actual que temos vindo a ficar a conhecer melhor com a WikiLeaks. Imperdível.
Friday, December 10, 2010
Celda 211
Hoy voy a intentar hablar de esta pelicula en castellano. Sé que esto no es castellano ni tampouco portuñol pero siento que debo hablar de celda 211 de Daniel Monzón. Es una pelicula con un ritmo frenético, que consigue hacer algo que muchas veces, con mucho dinero, no logran en Hollywood: mantener el suspense hasta al fin. Pienso que lo logra tanbién porque tiene actores desconocidos y recorre al digital, dos aspectos que mejoran el realismo de la película.
Sunday, November 14, 2010
Quando Edgar Wright realizou Shaun of the Dead, fiquei embasbacado a olhar e a rir principalmente por causa do Simon Pegg e Nick Frost. Quando ele realizou o Hot Fuzz, continuei embasbacado mas a atribuir todo o mérito à dupla Pegg/Frost.
Hoje vi Scott Pilgrim vs The World e apesar do bom desempenho de Michael Cera, é impossível continuar distraído e não reparar na mestria como Edgar Wright consegue transformar o ecrã em algo que nunca foi visto.
Se não é o melhor filme do ano porque entretanto estreou Inception, é pelo menos o mais original e um dos melhores. Uma excelente comédia e entretenimento da melhor qualidade.
*****
Se não é o melhor filme do ano porque entretanto estreou Inception, é pelo menos o mais original e um dos melhores. Uma excelente comédia e entretenimento da melhor qualidade.
*****
Monday, October 04, 2010
Drag me to Hell
Há muito tempo que não via um filme de terror. Raramente vejo filmes sozinho e a Cris não gosta deste género. Quando soube que Sam Raimi, que ultimamente se tem dedicado aos filmes do Homem-Aranha, tinha voltado ao género que o celebrizou, fiquei com vontade de ver o filme. Quando ouvi que estava muito bom, a fazer lembrar a trilogia Evil Dead, não aguentei mais e decidi que havia de ver o filme, por muito que a Cris gritasse... e se gritou! A fórmula muda pouco: momento de suspense, de sustos que nos fazem saltar na cadeira, depois de alívio cómico (ou comic relief para quem não gosta de ver estas expressões traduzidas), nojo (com a nossa última refeição a agitar-se no estomâgo) e momentos de muito medo para um neófito nisto dos filmes de terror e gozo para quem é fan do género. Deixo aqui o trailer e o conselho.
Friday, September 03, 2010
A contratação de escola tem coisas engraçadas, em Sines já escolheram a pessoa, só que em vez de dizerem o nome, colocam partes do currículo. Das duas uma: ou pensam que todos os professores de Português do país andam a fazer formação nestas áreas muito específicas ou pensam que é tudo parvo. Ei-los:
- Formação creditada na área curricular específica no âmbito da terminologia linguística e acordo ortográfico;
- Formação creditada na âmbito da biblioteca escolar/promoção da leitura;
- Formação na área das temáticas da educação para a saúde;
- Formação na área das temáticas da indisciplina e violência escolar;
- Formação creditada na área curricular específica no âmbito da terminologia linguística e acordo ortográfico;
- Formação creditada na âmbito da biblioteca escolar/promoção da leitura;
- Formação na área das temáticas da educação para a saúde;
- Formação na área das temáticas da indisciplina e violência escolar;
Friday, August 13, 2010
A música de Dylan não acaba só nas suas interpretações. Entre as várias versões que se podem encontrar no youtube de músicos como Jeff Buckley, Nina Simone, Johnny Cash, Joni Mitchell entre muitos outros, destaco esta versão de Girl from the North County dos Eels. É uma belísssima canção sobre um amor perdido mas pelo qual ainda se sente uma grande ternura e uma das minhas favoritas de Bob Dylan.
A letra é espantosa principalmente a segunda e a terceria estrofe.
you're traveling in the north country fairA letra é espantosa principalmente a segunda e a terceria estrofe.
Where the winds hit heavy on the borderline
Remember me to one who lives there
She once was the true love of mine.
If you go when the snowflakes fall
When the rivers freeze and summer ends
Please see she has a coat so warm
To keep her from the howlin' winds.
Would you see if her hair hangs long
If it rolls and flows all down her breast
See for me if her hair hangs long
That's the way I remember her best.
I'm a-wonderin' if she remember me at all
Many times I've often prayed
In the darkness of my night
In the brightness of my day.
Monday, August 09, 2010
Playing for Change
Independentemente da visão defendida pelos organizadores e músicos dete projecto, a música deles merece ser ouvida. Ando completamente viciado no Chanda Mama, mas também nestas novas versões de War/No More Trouble e One Love de Bob Marley e ainda de Stand By Me de Ben E. King.
Tuesday, July 06, 2010
Ontem à noite na TV (num dos canais da FOX)
Às vezes o zapping dá nisto. Vale bem a pena ver.
Grande peça, grande actor, um filme interessante.
Tuesday, June 22, 2010
Esta é uma imagem rara. Saramago não era um homem de grandes sorrisos como não pode ser alguém que se auto-intitula um optimista céptico. Mas foi a imagem que escolhi para esta minúscula homenagem a um grande homem, com convicções das quais partilho, a um enorme nome das letras mundiais, certamente o maior romancista português desde Eça. Não encontrava no mundo grandes motivos para sorrir e, talvez, não existam assim tantos quando olhamos para o seu desgoverno. Foi, para muitos, um grande talento incómodo. Não sou muito nacionalista e considero Saramago um autor do mundo mas foi pena que passasse tantos anos em Lanzarote e não fosse uma figura mais interventiva na vida pública portuguesa. Mas talvez a isso o tenham obrigado.
Tive o privilégio de, por três vezes, estar fisicamente perto de Saramago e de, por duas vezes, ouvir as suas palavras. Na primeira vez era um miúdo que estava a deixar de ler os livros do Júlio Verne e do Stephen King e começava a interessar-se, por causa da escola, por outras literaturas. Acabado de sair do click que fora ler Aparição e do prazer sem limites que fora ler Os Maias. Tinha ouvido dizer, como toda a gente, que Saramago tinha ganho um Nobel e, movido pela curiosidade de conhecer um escritor, compareci naquela sala cheia a abarrotar do salão da Biblioteca de Montemor-o-Novo para o ouvir falar do seu passado no Lavre e das suas origens humildes (as quais ,vim a saber mais tarde, tinha já partilhado com os membros da Academia Sueca num discurso que já li tantas vezes com os meus alunos).
Anos depois, encontrei-o de novo em Évora para falar sobre o Ensaio Sobre a Lucidez. Conhecia já a sua obra e compareci prontamente à hora marcada. Ele não, atrasou-o um camião do lixo, disse com humor. Ouvi-o avidamente. Escutei a sua humildade quando indagado sobre a originalidade da forma como tratava temas banais, como se fosse só levantar as pedras que ninguém se tinha lembrado de levantar.
Este Sábado, fui a Lisboa a um workshop (eu que raramente lá vou) e, numa das curtas pausas para refeições, almocei num restaurante junto ao Marquês de Pombal. Passados alguns minutos de me sentar para almoçar, um carro funerário com escolta policial, transportou os restos mortais de José Saramago. Por acaso? Talvez...
Mas mais do que em todos estes encontros, fortuítos ou não, estive realmente com Saramago nos seus romances, todos. Mas acima de todos, em Ensaio Sobre a Cegueira quando li as últimas páginas a chorar de esperança (também se chora de esperança) e quase, quase senti o cão das lágrimas lamber-me a face.
Sunday, June 06, 2010
Filmes da minha vida 2
The Virgin Suicides de Sofia Coppola
Primeiro a banda sonora dos Air, perfeita.
Depois a fotografia, outonal.
De seguida a descoberta da profundidade dramática de Kirsten Dunst e Josh Hartnett.
A repescagem de Kathleen Turner, James Woods e Danny DeVito.
Mas principalmente, a descoberta da escrita de Jeffrey Eugenides. Autor do romance que deu origem ao filme e de um outro, também ele fantástico - Middlesex.
E finalmente, o surgimento de um talento novo que honra a sua herança genética, o de Sofia Coppola.
Como é óbvio: *****
Primeiro a banda sonora dos Air, perfeita.
Depois a fotografia, outonal.
De seguida a descoberta da profundidade dramática de Kirsten Dunst e Josh Hartnett.
A repescagem de Kathleen Turner, James Woods e Danny DeVito.
Mas principalmente, a descoberta da escrita de Jeffrey Eugenides. Autor do romance que deu origem ao filme e de um outro, também ele fantástico - Middlesex.
E finalmente, o surgimento de um talento novo que honra a sua herança genética, o de Sofia Coppola.
Como é óbvio: *****
Filmes da minha vida 1
Magnolia de Paul Thomas Anderson
A descoberta da actriz fantástica que é Julianne Moore. Fantástica mesmo. O primeiro filme que vi com a chamada história em mosaico. Um puzzle que vamos montando seguindo as instruções cantadas por Aimee Mann com música indissociável do filme. Todo o elenco perfeito, como um só.
Inesquecível. "and when it rains, it pours"
Escusado será dizer: *****
A descoberta da actriz fantástica que é Julianne Moore. Fantástica mesmo. O primeiro filme que vi com a chamada história em mosaico. Um puzzle que vamos montando seguindo as instruções cantadas por Aimee Mann com música indissociável do filme. Todo o elenco perfeito, como um só.
Inesquecível. "and when it rains, it pours"
Escusado será dizer: *****
Saturday, June 05, 2010
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